Pessoal, retomando as memórias de nossos encontros, vejamos os pontos principais da nossa discussão acerca de alguns fatores e critérios de textualidade no nível 'contextual' agora. Mas, antes disso, vamos rever os dois pequenos vídeos humorísticos (Assalto à Língua Portuguesa e Pleonasmo) que assistimos antes dos nossos trabalhos. Esses textos audiovisuais serviram como descontração, mas, também, serviram muito bem como introdução ao nosso assunto, porque fazem refletir sobre a coerção social e a força do contexto sobre a linguagem e sobre as produções de textos. Vamos a eles!
Agora, podemos falar sobre os critérios de contextualidade.
a) ACEITABILIDADE - Depende muito da coerência do texto para haver interação entre produtor e interlocutor.
O leitor aceita e interage com esse texto porque é do conhecimento de mundo de muitos que o programa de televisão da 'Rede Globo', Big Brother Brasil, não tem conteúdo, mas, ainda assim, prende muitos espectadores. Por isso, a coerência do texto, de gênero charge, está na comparação entre o programa televisivo e o forno de frango assado que hipnotiza os cães.
b) INFORMATIVIDADE - Este fator está relacionado com o grau de informatividade que o texto comunica ou faz interagir. Quanto mais informação trouxer, maior o grau.
c) SITUACIONALIDADE - Referente ao contexto social e linguístico. A interação entre autor e leitor dependerá do conhecimento de ambos acerca das regras sociais e linguísticas que sustentam o texto.
Seja na mesa de um bar, num ambiente jurídico ou num bate-papo no Messenger, os textos escritos e lidos sofrem a interferência do contexto e da situação.
d) INTENCIONALIDADE - Está mais no nível do autor, de acordo com a sua finalidade no texto.
Um texto é produzido com uma intenção até quando não se tem intenção nenhuma. Isso orienta a leitura e facilita a interação com o interlocutor. Cada gênero textual possui uma intencionalidade e também o autor, por isso, temos textos que buscam convencer, entreter, fazer rir, chorar, informar, convidar etc.
e) INTERTEXTUALIDADE - Trata-se de criar e perceber o diálogo entre os textos. Seja na forma de citação, da paródia ou do pastiche, um texto retoma o outro, buscando construir um novo sentido na leitura. Depende muito da coerência da intertextualidade e, também, do nível de conhecimento do leitor.
Vamos voltar a uma análise que fizemos no encontro do diálogo intertextual que a música Monte Castelo, de 'Legião Urbana', faz com um soneto do poeta português 'Luis Vaz de Camões' e com o texto bíblico, intitulado 'I Coríntios 13'. A música, que é da contemporaneidade, dialoga com um texto do século XVI e com outro texto que tem cerca de 2 mil anos, trazendo a velha, mas, eterna questão sobre o amor, esse sentimento tão forte e abrasador e, ao mesmo tempo, tão impossível de defini-lo.
Referências:
MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
Imagens e textos diversos: www.google.com












Nenhum comentário:
Postar um comentário