quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resultados da oficina, produções textuais: artigo de opinião

Uma das atividades mais intensas que tivemos na oficina foi a proposta de escrita de um artigo de opinião acerca do caso "Charlie Hebdo". Após uma discussão no 3º encontro com os presentes acerca da proposta, também foi apresentado um modelo do gênero artigo de opinião. O primeiro passo foi a pesquisa de perspectivas sobre o assunto. Os oficinandos começaram a pesquisa no próprio Estação Juventude, inclusive fazendo uso dos computadores da lan house e acessando a internet. Em seguida, iniciaram a escrita de seus textos no próprio espaço e levaram para a casa para finalizar com calma. A partir dos outros encontros, os oficinandos foram entregando a primeira versão do texto. De pronto, houve uma primeira leitura e uma revisão textual do oficineiro. Assim que terminava a revisão, os textos foram devolvidos aos autores com algumas considerações acerca de pontos que deveriam ser revistos e reescritos. Sem muita pressão com o tempo, as reescritas foram entregues por alguns oficinandos até o último encontro.

Enfim, eis aqui três produções textuais que foram reescritas e cedidas para esta publicação como uma pequena demonstração dos resultados da oficina. Deve-se lembrar que todo texto merece lapidação e revisão constante, por isso, ainda há equívocos com relação à elementos textuais, pois não houve tempo para uma segunda e profunda revisão junto aos autores do texto, ainda no decorrer da oficina. Ao contrário do mito da perfeição, salienta-se, aqui, os avanços com relação à própria consciência do oficinando com o processo de escrita, que é lento, reflexivo e, também, doloroso. Em nenhum momento buscou-se fazer uma intervenção direta no texto dos oficinandos, mas, de outro modo, apenas foram identificados problemas e sugeridas possíveis soluções. Há de se ressaltar, ainda, que muito mais do que elementos linguísticos, houve uma exigência maior ao conteúdos dos textos e a relação produzida nos mesmos com as ideias e opiniões de cada autor.

"Talvez só venhamos a nos tornar verdadeiramente escritores a partir do momento em que sejamos menos tentados pela perfeição do que pela vontade de assumir, com plena consciência, nossas imperfeições. Elas, então, se transformam em fonte de inquietude e de riqueza - e não importa que daí venha a surgir uma obra pouco intensa, desde que ela seja singular."

Georges Picard (In: Todo mundo devia escrever: a escrita como disciplina de pensamento, 2008, p. 70-71)


PRODUÇÕES TEXTUAIS: ARTIGO DE OPINIÃO


Fanatismo versus ridicularização à religião

            Um assunto que se tornou polêmico no mundo inteiro tem levado grandes discussões sobre os atos cruéis praticados em um ataque à Revista Francesa Charlie Hebdo. Embora a revista tenha publicado exageros envolvendo a imagem do profeta Maomé, isso não justifica a extrema covardia e brutalidade praticada pelos islâmicos contra aos franceses.
            Desde o primeiro atentado à sede do jornal em 2011, a ação de violência contra a liberdade de imprensa na França, tornou-se algo ameaçador e incontrolável. Isso, devido o fanatismo, a principal causa da revolta contra a liberdade de expressão. Que atitudes deveriam ser tomadas diante dessa situação? Devemos aceitar a desvalorização da vida por conflitos religiosos e ignorar os fatos como naturalidade? Obviamente que, a revista tem se mostrado muito ousada à falta de ética contra a religião muçulmana ao publicar caricaturas satíricas do profeta. É evidente que, ela buscou de alguma maneira intimidar a atenção do povo islâmico com provocações envolvendo exageros fora do comum. Exageros esses, onde muitas vítimas perderam a vida, sabendo elas que, essas consequências surgiram a qualquer instante.
            Acredito que os limites de uma sociedade devem ser impostos de maneira que as pessoas respeitem os direitos de cada um. Se a revista estivesse respeitada a fé do povo muçulmano, talvez não teria acontecido tamanha barbaridade, mas, ainda assim, julgo e condeno os terroristas islâmicos. Eles defendem uma religião cheia de regras e dogmas. O que eu não compreendo é um povo que diz ser tão religioso, agirem com tamanha atrocidade, ao ponto de tirar a vida das pessoas.
            Certamente, também que não podemos aceitar os atos preconceituosos, zombaria e ridicularização às crenças religiosas. De certa forma, isso nos permitira sermos ignorantes e estarmos a favor do desrespeito a doutrina de outros povos. Porém, devemos promover á luta pelo direito a liberdade de expressão, dentro de seus limites, a luta pelo respeito entre os povos, a luta pelo direito de viver.

Dilma



O massacre no jornal Charlie Hebdo

            O jornal de humor francês Charlie Hebdo sempre retratou em suas charges situações políticas e religiosas com muito humor e ironia. Em 2006 o jornal publicou algumas charges do profeta Maomé no que causou revolta da comunidade muçulmana resultando numa onda de protestos desde então o jornal vem sofrendo represarias.
            Em 7 de janeiro – 2015 – o jornal sofreu outro atentado resultando na morte 12 pessoas e ferindo 5 gravemente, esse ataque foi perpetrado pelos irmãos Said e Charif Kauachi que logo após saíram gritando: “vingamos o profeta matamos Charlie Hebdo e fugiram.
            Centenas de pessoas e personalidades manifestaram seu repúdio aos ataques em 11 de janeiro cerca de 3 milhões de pessoas incluindo líderes mundiais fizeram uma grande manifestação de unidade nacional afinal esse atentado tentou calar a liberdade.

Eliane Brazil



Quanto custa o valor da vida?

            Charlie Hebdo é um jornal satírico que recorre a ilustrações, desenhos, e charges. Polêmico pelas suas publicações, e criticado pela forma que trata desses assuntos. Com essa fórmula de produzir notícias Hebdo foi ganhando cada, vez mais o ódio de pessoas que se sentem ofendido sobre o que era publicado, acontecendo assim uma série de atentados terroristas.
            Em sete de janeiro de 2015, Paris, o jornal foi alvo de um massacre, resultando em doze mortos e cinco feridos.
            Os autores desses atentados foram dois irmãos fundamentalistas religiosos islâmicos, uma religião marcada por diversas doutrinas. Já havia registro de vários atentados contra o jornal, protestos, processos impedindo que o jornal publicasse sobre o assunto. O ataque aconteceu em retaliação contra as charges que eram consideradas como ofensa pelos muçulmanos.
            Esse acontecimento gerou revoltas em todo o mundo, milhares de cidadãos foram às ruas para protestar e clamando por justiça, isso é um reflexo sobre as lutas contra terrorismo, torturas e democracia. Isso claramente é uma síntese de tudo que deveria ser combatido no mundo, exemplo de intolerância bárbara, um fanatismo religioso doentio. As nações deve se unir para criarem uma nova política pública que combata esse tipo de ignorância, que pensamentos diferentes seja respeitados, não necessariamente aceita-los.
            Que nas escolas alunos aprendem a respeitar as diversidades, que todos somos livres e cada um pode expor sua opinião, pois não somos obrigados a aceitar, mas somos obrigados a respeitar incondicionalmente o diferente. Medidas assim deveriam ter sido implantadas há muito tempo atrás para que hoje a sociedade, estivesse mais desenvolvida a conviver com o que não entende, e assim estimular a procura para conseguir entender.
            A humanidade precisa descobrir o valor da vida, pessoas estão sendo mortas todos os dias neste momento que o senhor(a) leitor(a) está lendo esse artigo, provavelmente duas ou mais pessoas estão sendo assassinadas. Estamos jogados em um labirinto, onde a saída insistir em não aparecer, pois não sabemos até onde irá seu direito de expressão, e ninguém sabe como conquista e liberdade.

Douglas

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